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Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro



EMERJ promove curso de extensão sobre “Necropolítica e Racismo Estrutural”, com vagas limitadas


EMERJ promove curso de extensão sobre “Necropolítica e Racismo Estrutural”, com vagas limitadas
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“Dos Condenados da Terra à Necropolítica: Diálogos Filosóficos entre Frantz Fanon e Achile Mbembe”, “Necropoder: Mundos de Morte e Mercado”, “Necropolítca das Prisões” e “Necropolítica dos Hospícios” são temas do próximo curso de extensão da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ). As inscrições estão abertas até o dia 18 de outubro e as aulas ocorrerão através da plataforma Zoom.


Necropolítcia:


O termo necropolítica surgiu por meio do filósofo africano Joseph-Achille Mbembe. O filósofo é reconhecido como estudioso da escravidão, da descolonização, da negritude e como leitor do filósofo Michael Foucault. Achille Mbembe acredita que o conceito de Foucault sobre biopoder é insuficiente para compreender as relações contemporâneas. Para ele, necropolítica é o uso do poder social e político para ditar como algumas pessoas podem viver e como outras devem morrer, através de políticas que restringem o acesso às condições mínimas de sobrevivência de certas populações.


O curso


A formação “Necropolítica e Racismo Estrutural” terá 10 horas-aula e acontecerá às quintas-feiras, das 18h às 20h, com início no dia 21 de outubro. Os coordenadores do curso são o professor Vicente Barretto, doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e presidente do Fórum Permanente de Filosofia, Ética e Sistemas Jurídicos; o juiz André Felipe Alves da Costa Tredinnick, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswald Cruz (Fiocruz) e membro do Fórum; e a juíza Luciana Muniz Vanoni, mestre em Direito pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) e membro do Fórum. Os professores Philippe de Almeida e Renato Nogueira farão parte do corpo docente.


Webinar da EMERJ


O Fórum Permanente de Filosofia, Ética e Sistemas Jurídicos da EMERJ promoveu, no dia 16 de abril deste ano, o evento “Estado de Exceção e a Necropolítica”. Nesse encontro, o palestrante Alexandre Marques Cabral, doutor em Teologia pela PUC, explicou o que é necropolítica.


“A necropolítica atua na produção de um mundo de mortes e na produção de vidas mortas. A produção de vidas mortas é a produção da morte como qualidade perpétua de vida, é quando se torna indiferente viver ou morrer. Para as pessoas que vivem sobre o modo da morte, não importa se forem descartadas com um tiro na cabeça ou pela miséria. Isso gera um espaço de coexistência. A necropolitica e o estado de exceção são a naturalização da iniquidade como princípio regulador dos sentimentos, dos pensamentos, das ações, das criações de leis, da observação das leis e do policiamento da sociedade. Tudo isso pode ser espaço de exercício necropolítico”, revelou Alexandre Cabral.


Racismo Estrutural:


O racismo estrutural pode ser definido como práticas institucionais, históricas, culturais e interpessoais de coerção e hierarquização que aumentam as desigualdades entre grupos sociais ou étnicos. São atitudes implícitas que fazem com que os negros permaneçam em lugares de subalternidade, para que outro grupo se mantenha no poder. Essas ações normalizam situações que são violações de direitos da população negra.


Para saber mais sobre esse curso ou se inscrever, acesse o link: https://www.emerj.tjrj.jus.br/paginas/cursos/cursodeextensao/2021/necropolitica-e-racismo-estrutural/curso-de-extensao-necropolitica-e-racismo-estrutural.html


Para assistir ao webinar “Estado de Exceção e a Necropolítica”, acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=2xvppwiyN44


17 de setembro de 2021


Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)