Fechar

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro



Reflexões de Jacques Derrida inspiram debate na EMERJ


Reflexões de Jacques Derrida inspiram debate na EMERJ
clique na imagem para ampliar

O Fórum Permanente de Filosofia, Ética e Sistemas Jurídicos da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) promoveu, nesta quinta-feira, dia 01, o webinar “Direito e Desconstrução: reflexões a partir de Jacques Derrida”. O encontro foi realizado via plataforma Zoom e também teve transmissão pelo YouTube.


Participaram do encontro o diretor-geral da EMERJ, desembargador André Gustavo Corrêa de Andrade; o presidente do Fórum, professor Vicente de Paulo Barretto; a juíza Luciana Muniz Vanoni; a pesquisadora Fernanda Frizzo Bragato; o professor Antonio Augusto Madureira de Pinho; e o desembargador Marcos André Chut.


A abertura do webinar foi feita pelo diretor-geral da EMERJ, desembargador André Andrade, que comentou:


“O debate de hoje é importante e relevante para a sociedade e para a comunidade jurídica. Hoje, na minha opinião, trataremos de um tema muito caro. Sempre que se fala a respeito da Filosofia e da Filosofia do Direito é algo interessante. Como Jacques Derrida pode nos ajudar a refletir e pensar sobre Direito e Justiça? Acho que ele tem muito a nos ensinar”, disse o magistrado.


Palestrante, a juíza Luciana Vanoni expôs a sua visão de desconstrução na Justiça.


“Quando penso em desconstrução, acho que ajuda termos em mente trabalharmos com a questão do outro. Quando estamos pensando em Justiça a partir da ótica de desconstrução, temos que ter em mente como nos relacionamos com o outro, que clama por justiça. O desafio proposto é que a gente pense isso por outro lógica, a da diferença, ou seja, quando entrarmos em uma relação com o outro, tentarmos nos relacionar com o outro enquanto o outro, não o transformando em algo familiar, que já conhecemos. Não podemos ferir a singularidade e alteridade da pessoa”, disse.


Ao falar da proteção de Jacques Derrida ao separar Direito e Justiça, a juíza comentou:


“Derrida aponta o momento fundador do Direito quando diz que “O Direito de determinado país, quando ele é fundado, se apresenta como uma promessa de Justiça, mas não como a sua concretização”. Quando Derrida faz essa separação, ele está protegendo a Justiça de qualquer tipo de enclausuramento, sobre qualquer tipo de convenção a respeito do justo. Ele aponta: “A Justiça não pode ser reduzida à lei, nem o sistema das estruturas jurídicas”.


Para saber mais sobre o assunto, acesse a transmissão do evento pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=D9ei0z7UMCw&ab_channel=Emerjeventos



01 de outubro de 2020