EMERJ sedia Audiência Pública sobre o novo CPC


O Ministro do STF Luiz Fux e a Desembargadora Leila Mariano

A Escola da Magistratura sediou, no último dia 7 de novembro, a Audiência Pública para análise do texto do projeto do novo Código de Processo Civil – Projeto de Lei 8046/10.

Esta conferência, organizada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, contou com a participação ativa de representantes de todas as instituições jurídicas, de advogados, professores, estudantes que, além das várias propostas entregues durante o evento, enviaram sugestões pela internet.

Participaram da mesa a desembargadora Leila Mariano, diretora da EMERJ, o deputado Fabio Trad, Presidente da Comissão Especial, o deputado Sergio Barradas Carneiro, Relator-Geral da Comissão Especial, o deputado Hugo Leal, Relator-Parcial da Comissão Especial.

O evento iniciou-se com a palestra do Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, coordenador da Comissão de Juristas criada pelo Senado Federal para elaborar o anteprojeto do novo CPC. S.Exa ressaltou “O novo código nascerá da soberania popular, já que a sociedade participou de sua formulação”. Para o ministro Fux, a elaboração do Novo Código de Processo Civil tem como um de seus objetivos oferecer aos cidadãos celeridade nos processos, com a retirada de algumas formalidades e de alguns recursos existentes no atual código. E ressaltou “É através destas reuniões e debates que podemos detectar os pontos que nos impedem de prestar um serviço processual em tempo razoável”.

Também usaram da palavra o Professor. Arruda Alvim e o desembargador Alexandre Câmara, membros da Comissão Especial da Câmara de Deputados, o Procurador da República, Antonio do Passo Cabral, e o Procurador-Geral da OAB-RJ, Ronaldo Cramer.

O deputado Fabio Trad frisou que o site da Câmara dos Deputados já recebeu mais de 10.000 acessos com sugestões ao texto do CPC e também que já foram realizadas 10 Audiências Públicas por todo o Brasil. Lembrou o deputado Sergio Carneiro que o CPC tem dois pilares: a motivação aos juízes e a eficácia normativa da jurisprudência. E ressaltou “Nada disso será eficaz se não mudarmos a estrutura do Judiciário e as condições e a mentalidade dos operadores do Direito do país”.

Para o deputado Hugo Leal, a grande preocupação dos juristas é com a aplicabilidade das mudanças, a prática, acentuando que o objetivo é se estabelecer a celeridade da justiça, sim, porém, sem perder a qualidade da prestação jurisdicional.

O desembargador Alexandre Câmara do TJRJ declarou que há dois pontos de extrema importância no projeto: a internacionalização das relações jurídicas e a racionalização do sistema recursal. Segundo ele, deve-se valorizar a sentença de primeiro grau e não se pode pensar em agilidade processual e deixar de lado a qualidade. “Nós não devemos querer um processo que seja rápido a qualquer preço, mas sim, um processo que seja ágil e que produza bons resultados”, declarou.

Ao fechar o encontro, a desembargadora Leila declarou: “Há a necessidade de se mudarem comportamentos e me parece que o CPC possa alavancar toda essa mudança da própria sociedade, trazendo a mediação pré-processual inibindo a litigiosidade”. “Outro fator importante é a valorização das decisões dos juízes de primeiro grau e dos Tribunais Estaduais”. E finalizou: “A EMERJ sente-se muito honrada em sediar esse encontro e está se preparando para poder auxiliar os magistrados a conhecer e aplicar o novo Código que em breve será editado”.

 

 

 

 

cursos

MAGISTRADOS

VIRTUAL EMERJ

PORTAL ACADEMICO

eventos


EVENTOS EMERJ

LANÇAMENTO DE LIVRO

EVENTOS EXTERNOS

PUBLICAÇÕES

SERIE APERFEIÇOAMENTO DE MAGISTRADOS

REVISTA EMERJ

MONOGRAFIA DOS ALUNOS

REVISTA DE ARTIGOS CIENTIFICOS DOS ALUNOS DA EMERJ