EMERJ promove debate sobre a demência, doença que atinge uma pessoa a cada três segundos no mundo

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Nesta segunda-feira (25), o Fórum Permanente de Biodireito, Bioética e Gerontologia, presidido pela juíza Maria Aglaê Tedesco, abordou o tema “A Demência e Nossos Medos”. Contemporaneamente intitulado de Transtorno Neurocognitivo Maior, a demência é uma doença que compromete a autonomia, a capacidade de autodeterminação e a memória.

O assunto foi debatido pela médica especialista em geriatria e doutora em bioética Claudia Burlá e pela presidente do Fórum Permanente. Na mesa de abertura também estiveram presentes o presidente da Sociedade Brasileira de Gerontologia, José Elias Soares Pinheiro, o juiz do TJRJ Renato Lima Charnaux Sertã e o desembargador Antonio Carlos Esteves Torres.

“Alguns esquecimentos são benignos, ou seja, não nos causam nenhum problema, pois não conseguimos nos lembrar de tudo. Lembramos mais de momentos que são mais significativos para nós. Assim, vivemos entre memórias e esquecimentos”, destacou Claudia Burlá.

Apesar de esquecimentos serem comuns, existem inúmeras doenças que podem causar a demência, mas a principal, segundo a geriatra Claudia Burlá, é o Alzheimer. Esse tipo de doença, em que o principal sintoma é a perda da memória, compromete partes do cérebro que estão diretamente ligadas ao conhecimento.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cada três segundos uma pessoa desenvolve demência. São 10 milhões de novos casos por ano. A demência compromete a memória e a capacidade de autopercepção, por conta disso o doente se torna progressivamente dependente do outro, e com uma necessidade de proteção de rigorosamente tudo, inclusive de abusos e maus-tratos.

“Tudo que é bom para o nosso coração é muito bom para o nosso cérebro; então, ao longo da nossa vida vamos cuidar das nossas emoções, dos nossos afetos. E que sejamos pessoas ativas, permitindo-nos ter uma dieta saudável, procurando sempre desafiar nosso cérebro e aproveitar nossas atividades sociais”, ponderou a geriatra.

A presidente do Fórum de Bioética, Maria Aglaé Tedesco, fez em seu discurso, uma ponte entre a medicina e o direito. Segundo Aglaé, há três medicamentos que podem proporcionar bem-estar ou amenizar o avanço da doença em paciente com Alzaimer: Rivastigmina, Galantamina e Memantina, que é o mais recente e já está incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). E a jurisprudência dos tribunais tem acatado os pedidos desses medicamentos, utilizando-se da justificativa do direito à saúde instituído pelo Estatuto do Idoso.

“Quando o idoso começa a esquecer, precisamos ser o `disco rígido´ dele, para ajudá-lo a acessar suas informações através de nós, não o tratando como criança jamais. Sempre que preciso, devemos ajudá-lo a se situar no tempo e espaço, trazer à tona as lembranças das pessoas, e não o privar do convívio familiar e social”, declarou a juíza Aglaé.


25 de junho de 2018

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional da EMERJ.



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