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Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro



Pós-graduada pela EMERJ, Deborah Prates ressalta a importância do Dia Mundial da Pessoa com Deficiência


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Conscientizar a sociedade para a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos; celebrar as conquistas da pessoa com deficiência e promover a inclusão influenciando programas e políticas públicas. Esses são os principais objetivos da iniciativa da Organização das Nações Unidas ao criar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que foi instituído em 1992. De acordo com a ONU, aproximadamente um bilhão de pessoas no mundo têm algum tipo de deficiência.

E a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, por entender a igualdade e a acessibilidade como princípios básicos dos direitos humanos, tem promovido debates para tratar do tema por meio dos Fóruns Permanentes e também do seu curso de pós-graduação em Gênero e Direito.

Em setembro deste ano, com o apoio do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero, o evento “Mulheres com Deficiências: Elas Têm Voz!” reuniu operadores do Direito, professores e mulheres com deficiência que são exemplos de profissionais em diferentes áreas.

A advogada Deborah Prates, que concluiu este ano o Curso de Pós-graduação em Gênero e Direito da Escola, é cega e ressalta a importância do Dia Mundial da Pessoa com Deficiência: “Este é um dia de reflexão pela luta da pessoa com deficiência. Nós temos uma sociedade capacitista, preconceituosa, que reduz as pessoas com deficiência à própria deficiência. A sociedade olha para mim, por exemplo, e vê a cegueira. Nós somos objetificados. A história mostra isso. Não estamos nos livros escolares e, quando estamos, é para despertar o sentimento de piedade. Nós queremos que a sociedade nos veja enquanto seres humanos. Esta é a nossa luta”.

Sobre estudar na EMERJ, a advogada considerou: “Sou grata à EMERJ por ter me ensinado e ao mesmo tempo pude também ensinar algo para a Escola e colegas de turma. Paulo Freire tem um pensamento que eu sempre cito nas minhas palestras, que diz: ‘Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação e na reflexão’. Enquanto feminista eu decodifico para dizer: ‘Não é no silêncio que as pessoas se fazem, mas sim, na palavra, no trabalho, na ação e na reflexão’. A EMERJ é uma escola formadora de juízes, e para nós é muito relevante que se debata essa pauta dentro da Escola e também por juízes”.


02 de dezembro de 2019