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Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro



“A vida me proporcionou uma das maiores glórias que um professor pode ter, que é a de progressivamente ser superado pelos seus alunos”, diz o ministro Luís Roberto Barroso durante homenagem


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“Me sinto muito honrado, privilegiado, por estar à frente da EMERJ fazendo esta homenagem. A história do ministro se confunde com a história da EMERJ”, ressaltou o desembargador André Gustavo Corrêa de Andrade na abertura do evento que homenageou o ministro Luís Roberto Barroso, nesta sexta-feira, 29 de novembro, no Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio.

Com trinta e nove anos de carreira, sendo seis na magistratura, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral Luís Roberto Barroso foi advogado, professor da UERJ e da EMERJ, escritor e promotor - sempre com um trabalho acadêmico voltado para o direito público.

“Estou muito feliz pela EMERJ e pelo Tribunal de Justiça terem me proporcionado esse reencontro com ex-alunos, que hoje fazem sucesso na advocacia, na vida acadêmica, na Procuradoria do Estado. Muitos foram meus assessores no Supremo. A vida me proporcionou uma das maiores glórias que um professor pode ter, que é a de progressivamente ser superado pelos seus alunos”, destacou o ministro.

Luís Roberto Barroso falou sobre a sua trajetória entre a sala de aula e a toga: “A EMERJ faz parte da minha vida desde a época do desembargador Cláudio Viana. Minha vida sempre foi de um professor que advogava e nunca de um advogado que dava aula. Sou um acadêmico, gosto de estudar, de escrever. Já a magistratura é mais difícil. Um juiz sério e dedicado vive mais angústias do que um advogado. O advogado só julga a causa uma vez, quando ele aceita, a partir dali, ele tem o compromisso de patrocinar através da lei e da ética o interesse do seu cliente. Já o juiz tem que ouvir os dois lados, e o Supremo tem uma competência criminal muito extensa”.

Entre ministros dos tribunais superiores, desembargadores, juízes, outros operadores do direito, assessores do Supremo, professores e ex-alunos do ministro, estavam presentes o ministro Rogério Schietti Cruz (STJ); os desembargadores Bernardo Garcez Neto, corregedor-geral da Justiça do TJRJ; e José Muiños Pinheiro Filho, presidente do Fórum Permanente de Direito Penal e Processual Penal; Ricardo Ribeiro Martins, sub-procurador geral da Justiça; Maria Fernanda Valverde, procuradora do Estado; Rodrigo Pacheco, defensor público-geral; a juíza Renata Gil, presidente eleita da AMB e presidente da AMAERJ; Humberto Dalla, promotor de Justiça; e Rita de Cássia Sant’Anna Cortez, presidente do IAB, que compuseram a mesa de abertura.

Também participam do encontro os ministros Carlos Augusto Ayres de Freitas Brito (STF) e Herman Benjamim (STJ) , o desembargador Luis Gustavo Grandinetti Castanho de Carvalho; o juiz federal Frederico Montedônio do Rego; os procuradores Rodrigo Borges Valadão, Ciro de Almeida Grynberg, Gustavo Binenbojm, Marcus Vinícius Barbosa, Patrícia Perrone Campos Mello; os professores Ana Paula de Barcellos, Daniel Sarmento, Jane Reis e Rodrigo Brandão; os advogados Cristina Telles, Eduardo Bastos Furtado de Mendonça, Thiago Magalhães Pires e Renata Saraiva.

Os professores Dieter Grimm, ex-juiz do Tribunal Constitucional Federal Alemão e professor da Universidade Humboldt de Berlim; e Samuel IssaCharoff, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Nova Iorque, foram os convidados estrangeiros.

Durante o encontro, houve o lançamento da Revista da EMERJ dedicada ao ministro Luís Roberto Barroso e a inauguração do retrato do ministro, que vai integrar a Galeria dos Conferencistas Eméritos da EMERJ.


29 de novembro de 2019